{"id":139,"date":"2012-04-17T10:08:45","date_gmt":"2012-04-17T10:08:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sofiasoarespereira.com\/blog\/?p=139"},"modified":"2012-04-17T10:08:45","modified_gmt":"2012-04-17T10:08:45","slug":"panico-o-no-na-garganta-e-o-aperto-no-peito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sofiasoarespereira.com\/blog\/panico-o-no-na-garganta-e-o-aperto-no-peito\/","title":{"rendered":"P\u00e2nico \u2013 o \u201cn\u00f3 na garganta\u201d e o \u201caperto no peito\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Em Portugal e em todo o mundo as perturba\u00e7\u00f5es da ansiedade e as perturba\u00e7\u00f5es do humor s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es mais comuns que ao longo dos \u00faltimos anos se tem tornado mais vis\u00edvel e diagnostic\u00e1vel ao n\u00edvel da Sa\u00fade Mental. Estas s\u00e3o tamb\u00e9m as principais causas de baixas m\u00e9dicas, incapacidades permanentes ou tempor\u00e1rias, altera\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas, entre outras.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 ansiedade, permanecem muitas d\u00favidas, principalmente quando a pessoa atinge o pico m\u00e1ximo: o ataque de p\u00e2nico.<\/p>\n<p>Nas urg\u00eancias hospitalares \u00e9 comum o ataque de p\u00e2nico confundir-se, numa primeira inst\u00e2ncia, com ataque card\u00edaco. Muitas vezes, a pessoa sente-se ridicularizada sem compreender o que est\u00e1 a acontecer porque ap\u00f3s ter tido um ataque de p\u00e2nico, recebe a informa\u00e7\u00e3o de que \u201cn\u00e3o tem nada\u201d. Pior do que \u201cter\u201d alguma coisa que seja vis\u00edvel, \u00e9 de facto, \u201cn\u00e3o ter nada\u201d. \u201cN\u00e3o ter nada\u201d \u00e9 negar que existe vida mental, ou seja, \u00e9 negar que a mente articula-se com o corpo e que este depende dela. Nestas situa\u00e7\u00f5es, a mente acaba por conduzir o corpo ao p\u00e2nico. Os sintomas de um ataque de p\u00e2nico s\u00e3o bastante severos ao ponto da pessoa pensar que vai morrer. Dura cerca de 10 minutos, durante os quais surgem a maior parte destes sintomas:<\/p>\n<ul>\n<li>Palpita\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Batimentos card\u00edacos acelerados;<\/li>\n<li>Dificuldade em respirar (sensa\u00e7\u00e3o de n\u00f3 na garganta);<\/li>\n<li>Suores;<\/li>\n<li>Tremores;<\/li>\n<li>Dor no peito (aperto no peito);<\/li>\n<li>N\u00e1useas;<\/li>\n<li>Mal-estar abdominal;<\/li>\n<li>Ter frio ou calor;<\/li>\n<li>Formigueiros;<\/li>\n<li>Tonturas, desequil\u00edbrio;<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de desmaio;<\/li>\n<li>Medo de perder o controlo e de enlouquecer;<\/li>\n<li>Medo de morrer.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Durante o ataque de p\u00e2nico \u00e9 como se a pessoa entrasse numa outra realidade. Nesta realidade a pessoa sente a maioria dos sintomas acima identificados, atinge o seu pico m\u00e1ximo de ansiedade e passado uns minutos regressa aos poucos \u00e0 normalidade. Este pico \u00e9 vari\u00e1vel de pessoa para pessoa. H\u00e1 pessoas cujo seu pico m\u00e1ximo de ansiedade \u00e9 a dificuldade em respirar; outras que chegam inclusive a desmaiar.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de \u201cn\u00f3 na garganta\u201d, \u201caperto no peito\u201d e o \u201cmedo de morrer\u201d s\u00e3o dos sintomas mais apontados pelos pacientes. Com estes sintomas, a pessoa percorre praticamente todas as especialidades \u00e0 procura de explica\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas para o seu estado. Muitas vezes a psicologia, especialidade que trabalha na rela\u00e7\u00e3o entre mente e corpo, \u00e9 a \u00faltima a ser procurada quando na realidade devia ser das primeiras a ser considerada. \u00a0<\/p>\n<p>Uma vez terminado o ataque de p\u00e2nico e devido \u00e0 sua severidade, o principal medo que a pessoa tem \u00e9 de voltar a ter outro. Muitas vezes, \u00e9 aqui que surgem comportamentos de evita\u00e7\u00e3o. \u00c9 frequente a pessoa evitar ir a determinados locais, deixar de fazer algumas coisas que antes fazia, deixar de conduzir, n\u00e3o sair \u00e0 rua, deixar de trabalhar, etc.<\/p>\n<p>Estas altera\u00e7\u00f5es da ansiedade s\u00e3o altamente debilitantes e interferem directamente no dia-a-dia da pessoa.<\/p>\n<p>O agravamento da ansiedade est\u00e1 relacionado com in\u00fameros factores psico-emocionais. Geralmente as pessoas com n\u00edveis elevados de ansiedade vivem a vida a <em>100 km\/h<\/em>, recusam <em>parar<\/em> para pensar sobre si e t\u00eam dificuldade em expressar os seus sentimentos e emo\u00e7\u00f5es de forma adequada. Cria-se assim um distanciamento muito grande entre as emo\u00e7\u00f5es que a pessoa demonstra ter e aquelas que coabitam dentro dela.<\/p>\n<p>Na psicoterapia procura-se compreender quais os factores psico-emocionais que est\u00e3o associados ao p\u00e2nico. Trazer \u00e0 consci\u00eancia quais as origens deste sofrimento emocional torna-se fundamental para reduzir e tratar a sintomatologia que \u00e9 vis\u00edvel no ataque de p\u00e2nico.<\/p>\n<p><em>Cuide de si, valorize a sua Sa\u00fade Mental!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Portugal e em todo o mundo as perturba\u00e7\u00f5es da ansiedade e as perturba\u00e7\u00f5es do humor s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es mais comuns que ao longo dos \u00faltimos anos se tem tornado mais vis\u00edvel e diagnostic\u00e1vel ao n\u00edvel da Sa\u00fade Mental. 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